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Atacama: onde se hospedar?

Eu achei que já tinha falado tudo sobre nossa experiência no Atacama, quando me dei conta que não havia falado sobre hospedagem.

Os “top” hotéis são o Altiplanico e o Tierra Atacama, mas há para todos os bolsos. Nós ficamos hospedados no Poblado Kimal, da mesma rede do Hotel Kimal (ambos ficam em frente um ao outro e compartilham a área de café da manhã). Nós conseguimos o quarto com hidromassagem por um preço promocional (U$185,00), pois o hotel estava recém inaugurando – nem site tinha ainda para vermos as fotos. Arriscamos – quais as chances de um hotel novo ser ruim? – e nos demos bem. Fica localizado numa das extremidades da Rua Caracoles – mas lembre-se, nada é longe em San Pedro do Atacama. Os quartos são de bom tamanho, limpos, com temperatura agradável. O adobe tem essa característica impressionante de ser fresco durante o dia e quente durante a noite. Tem uma piscina de bom tamanho, o que é uma boa pedida para curtir depois de retornar dos tours.

O café da manhã não tinha nada de excepcional. Do restaurante, só conhecemos a ceia de ano novo – e foi péssima. Não valeu nenhum centavo do que pagamos – e não foi barato.

Outro hotel que conhecemos durante nossa passagem pela cidade, foi o Terrantai Lodge. Estávamos passeando à noite pela cidade quando avistamos o hotel. Nos chamou atenção uma fogueira acesa no pátio e cadeiras ao redor. Pensando no blog, pedimos para entrar e conhecer as dependências. Tudo muito agradável. O salão de café da manhã é também uma sala de leitura. O preço muito similar ao Kimal. Não conseguimos conhecer os quartos pois todos estavam ocupados. É também uma ótima opção para se hospedar e achei mais bem localizado que o Kimal.

Passeando em Santiago

Como eu já comentei anteriormente, minha pesquisa sobre Santiago foi mínima. Assim, não tome esse roteiro como o melhor ou o mais indicado: não posso afirmar que compreendi ou conheci a cidade suficientemente bem. Mas esse foi o passeio que fizemos, de maneira bastante livre e sem muito planejamento.

1. Cerro Santa Lucia: começamos o dia no Cerro Santa Lucia, onde passamos boa parte da manhã. A vista para a cidade é privilegiada. Coincidentemente chegamos na hora do disparo dos canhões. É um bom lugar para começar seu dia, especialmente se você não está muito planejado, pois lá tem um centro de informações turísticas.

2. Palacio La Moneda: seguimos pela Av. Libertador Bernardo O’Higgins até o Palacio La Moneda, sede da presidência da república.

3. Mercado Central: seguimos ziguezagueando pelo centro de Santiago, onde estão muitos dos prédios históricos até o Mercado Central, onde almoçamos (a comida não foi nada de mais, então nem anotei o nome do restaurante).

4. Bellavista: depois do almoço seguimos até o bairro Bellavista – que achei mais atraente à noite: boêmio e bem movimentado. Fomos até o Patio Bellavista – que sinceramente não achei nada demais, um pequeno shopping a céu aberto. E acreditem, não temos fotos de lá!

Parece pouco, mas acordamos tarde e retornamos cedo ao hotel. Definitivamente preciso voltar à Santiago com calma.

Astrid Y Gastón – uma experiência inesquecível

Uma das poucas coisas que pesquisei sobre Santiago foi sobre bons restaurantes. Os mais citados em variados sites foram Aqui esta Coco (que estava em reforma), Como Agua para Chocolate, Chez Louis, Boragó e Astrid Y Gastón. Faltou tempo para conhecer todos os restaurantes – o Boragó eu cheguei a reservar, mas estávamos tão cansados no dia da reserva que desistimos.

Mas o Astrid Y Gastón foi uma experiência inesquecível. A atmosfera do lugar era de pura felicidade. Desde a hostess, o maitrê, o garçom, os cozinheiros (a cozinha é toda de vidro) – todos passavam uma alegria, uma felicidade contagiante. Deve ser por isso que a comida é tão deliciosa. Hoje é um dos meus restaurantes preferidos no mundo – e fico sonhando que ele venha logo para São Paulo.

Estas são as fotos que fizemos com celular. Tudo muito bem servido e preparado.
Saudades do Astrid Y Gastón.

Alugando carro em Santiago

Nós chegamos em Santiago entre Natal e Ano Novo – e muito amadoramente – não reservamos carro. E por pouco não nos demos mal. De certa forma, nos demos sim: apesar de ter conseguido um carro (com muita sorte) não conseguimos GPS. E por causa disso sofremos para nos deslocar em Santiago – eu achei a cidade bem mal sinalizada. Pelo menos nas estradas não tivemos problemas, fizemos Santiago – San Fernando – Valpaíso – Santiago com tranquilidade.

Geralmente alugamos carros com as grandes companhias por acharmos mais confiáveis. Dessa vez não tivemos escolha, alugamos com a EconoRent, que tem quiosque de atendimento dentro do aeroporto (o que para mim já é um bom sinal). O atendimento foi excelente.

No hotel Diego de Almagro nos indicaram outras duas empresas – e por serem indicadas pelo hotel e por eles terem nos prestado tão bom atendimento – supomos que são de confiança. Os preços são bem competitivos. São elas:

Good Rent a Car – 635.53.11

Master Rent a Car - 335.27.00

Não faça como nós: reserve o carro com antecedência, especialmente se você viajar em feriados.

Santiago – os hotéis.

Santiago foi nossa porta de entrada para o Chile, no entanto um dos destinos que menos ganhou nossa atenção. Talvez porque o Vinicius já conhecia a cidade ou porque sabíamos que voltaríamos um dia. Assim, não aprofundei muito minhas pesquisas sobre o que fazer, nem estudei mapas nem muitas dicas. Mesmo assim vou contar um pouco do que vivenciamos na cidade, começando pelos hotéis.

Chegamos no voo noturno e como no outro dia já partiríamos para San Fernando, não achamos que valeria a pena ir muito longe do aeroporto. Acabamos ficando no hotel Diego de Almagro, que eu reservei quase aleatoriamente, sem prestar muita atenção em fotos ou comentários de hóspedes. O hotel é grande e antigo, não espere luxo ou bom gosto. Mas oferece ótimos serviços: transfer funcional, quartos espaçosos, recepcionistas simpáticos e silêncio – mesmo estando muito, muito próximo ao aeroporto os quartos têm janelas anti-ruídos. Mais perto ainda do aerporto está o Holliday In – na verdade ele fica colado no terminal de passageiros. Portanto, se você precisar de hospedagem próximo do aeroporto, já tem uma boa opção.

Quando retornamos a Santiago – foi apenas mais 1 diária, optamos por conhecer o famoso W Hotel. As diárias são altas, assim como a expectativa. E você sabe, quanto maior a expectativa, menor a tolerância com deslizes.

A decoração e as peças de design são incríveis. Mas o serviço infelizmente deixou a desejar.

Primeiro porque eles não ofereciam serviço de manobrista. Mas não foi exatamente isso que incomodou, mas sim o fato do estacionamento não ter conexão direta com o hotel (mesmo sendo no mesmo edifício) e principalemnte por não ter sinalização clara indicando o caminho. Era preciso pegar vários elevadores, em partes diferentes do edifício, – praticamente um labirinto.

O check-in foi tranquilo, mas  demoraram para subirem nossas malas: mais de 45 minutos de espera, sendo que queríamos sair logo para passear pela cidade. Tivemos que ligar duas vezes na recepção reclamando.

E enquanto aguardávamos pelas malas, percebi que as luzes não acendiam. Pensei então que havia esquecido de colocar o cartão magnético no interruptor da entrada. Mas epa! Não havia onde colocar o cartão, era um interruptor comum. Então pensei: o hotel é tão moderno que deve ser algum esquema diferente e eu sou uma caipira que não está entendendo nada! Dei três pulinhos, uma voltinha, bati palmas… e nada!

Depois de verificamos que de fato nenhuma luz no quarto acendia e não havia nenhum botão mágico que as acionasse, chamamos a recepção. O mais engraçado da situação, foi o recepcionista nos mostrando que a luz acendia no interruptor (!!!). É óbvio que a luz não acendeu, óbvio que já havíamos apertado todos os  interruptores do quarto. Finalmente ele se convenceu que havia algo de errado com nosso quarto e chamou a manutenção. Não sei como resolveram, nem quanto tempo levou, pois saímos para passear com a esperança de ter o problema resolvido até a nossa volta.

O hotel é  lindo, imponente, moderno, puro design. Mas como hotel em si, não valeu a experiência. Como eu disse, quanto maior a promessa, maior a intolerância dos clientes.

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