Viajando para Lake Tahoe – parte 1
Durante todo o período em que estive morando em San Francisco tive poucas oportunidades de viajar. Meu curso era de segunda a sexta, período integral, então só dava mesmo para fazer viagens bate-volta. O jeito foi matar aula – e deixei para fazer isso quando o Vinicius veio me visitar.
Decidir o destino foi fácil: Lake Tahoe, mais precisamente o complexo Heavenly. Era alta temporada de esqui e apesar de já termos conhecido estações na Suíça e nos Pirineus, nunca havíamos esquiado.
DIRIGINDO DE SAN FRANCISCO A LAKE TAHOE
Para ir a Lake Tahoe partindo de San Francisco foi tranquilo, são mais ou menos 4 horas de viagem – se não estiver nevando. Estávamos sem GPS então estudamos a rota antes de sair de casa e usamos o celular como tira-teima. A estrada é muito boa e bem sinalizada.
Na hora de alugar o carro todas as empresas nos aconselharam um 4X4. Tanto na ida quanto na volta havia fiscalização na estrada, os carros que não eram 4X4 eram obrigados a colocar correntes nos pneus. O custo pra isso era de 30 dólares. E naquele fim-de-semana nevou muito – segundo uma amiga foi o melhor fim-de-semana da temporada – então a estrada estava coberta de neve. Foi precisa dirigir muito devagar e ainda assim um carro derrapou na nossa frente.
No caminho paramos num Folsom Premium Outlet, que a princípio não estava planejado na nossa rota. Não sei dizer se é o melhor ou pior outlet pois esse foi o nosso primeiro, mas me parece que não difere muito dos outros. Todas as marcas queridinhas de brasileiros estavam lá: Calvin Klein, Gap, Banana Republic, Nike, etc. Pra mim valeu mesmo a pena uma loja de cozinha onde comprei uma Kitchen Aid Refurbished por 120 dólares a menos que o preço normal. De resto, depende de gosto mesmo. Se você gosta dessas marcas, talvez seja uma boa parar lá.
ONDE SE HOSPEDAR
Chegamos em Tahoe já era noite e ficamos hospedados no Embassy Suites Hotels, com a localização mais que perfeita. Aliás, tivemos a certeza definitiva de que a localização era perfeita no dia seguinte: andar com 300kg de equipamentos de esqui não é fácil. E o hotel fica ao lado da estação.
Os quartos são espaçosos e o lugar tem me lembrou muito meu tempo de colônia de férias. Famílias inteiras se divertindo, criança de pijama pelos corredores, amigos batendo papo. Eu diria que a palavra perfeita para descrever o hotel é informalidade. Fique à vontade.
O café da manhã é do tipo buffet, com omeletes, sausages, ovos, pancakes, bem americano. Tem sempre uma fila bem comprida, mas rápida. Se você quiser, pode se servir e levar a comida pro quarto – não é ótimo isso? E no final do dia, um happy hour é oferecido aos hóspedes: bebidas e alguns snacks, que não são lá grande coisa.
Nessa noite jantamos no Stateline Brewery, boa e farta comida e cerveja. E hora de descansar pra maratona do dia seguinte. Eu imaginava que esquiar seria bem difícil, mas a pior parte não era esquiar em si. Mas essa história fica pro próximo post.



































